Eu odeio Ele – Conquistei minha liberdade, e também minha sentença de morte

Priscila se liberdade do domínio dos pais. Um dia importante para uma garota que sempre sonhou em viver a vida do seu jeito, sem receber critícas de ninguém.

Capítulo 1

“-Pai, quero que o senhor me dê agora a minha parte da herança.” (Lucas 15:12)

<p class="Suspense Segredos Garota Liberdade" id="Liberdade-morte" value="<amp-fit-text layout="fixed-height" min-font-size="6" max-font-size="72" height="80">Se um dia você me perguntasse qual era o meu maior desejo, com certeza minha resposta seria: liberdade. Se um dia você me perguntasse qual era o meu maior desejo, com certeza minha resposta seria: liberdade.

<p class="Suspense Segredos Garota Liberdade" id="Liberdade-morte" value="<amp-fit-text layout="fixed-height" min-font-size="6" max-font-size="72" height="80">Hoje se você me perguntar qual o meu maior desejo, eu respondo, sem pestanejar: voltar no tempo e jogar a liberdade que eu consegui no abismo mais profundo, para muitos, o inferno.Hoje se você me perguntar qual o meu maior desejo, eu respondo, sem pestanejar: voltar no tempo e jogar a liberdade que eu consegui no abismo mais profundo, para muitos, o inferno.

Não me entenda mal, eu gostei de ser soberana no meu próprio reino, o arrependimento só veio quando as consequências de fazer minhas escolhas chegaram.  

Mas por enquanto não vamos conversar sobre isso. Aconteceram muitas coisas até eu ser prisioneira do meu caminho. Consegui várias histórias para contar, daria até para fazer um livro, só não tenho certeza se o final seria tão feliz quanto eu esperava.

Permita que eu te guie pelas páginas da minha vida.

Dizem que o aniversário de 15 anos é um marco na vida das meninas, eu nunca entendi isso, sempre ficava pensando o que acontece de tão diferente nessa idade, até eu chegar nela.

Não quis festa, contrariando todos os sonhos da minha mãe, que desde os meus 10 anos sonhava em me ver dançando falsa com meu pai. Como não sei dançar não me senti mal em frustra-la, era isso ou ser envergonhada diante de todos os meus amigos.

Meus pais não gastaram dinheiro com as ostentações de um aniversário, e isso aumentou mais ainda a sensação de independência que eu comecei a sentir à meia-noite do dia 10 de março.

Na manhã seguinte, enquanto tomávamos café da manhã, eu disse que queria ir pra escola sozinha. Era algo simples, mas foi o primeiro passo rumo a minha liberdade, e assim fui gradativamente saindo do controle dos meus pais.

Comecei a matar aula para ficar com os amigos ou para ter algum encontro. Tudo escondido, já que meus pais sempre foram pessoas conservadoras, e já implicavam naturalmente com qualquer amiga que não fosse a Clara.

Depois de um mês só faltava uma coisa para que tivesse ilusoriamente o total controle de minha vida (digo “ilusoriamente” porque é impossível uma garota de 15 anos que mora com os pais ter domínio total sobre si): deixar claro para minha família que eu não queria mais ir à igreja que eles frequentavam.

Meu pai e minha mãe são cristãos, então desde muito nova vou a reuniões desse meio. Eu gostava. Adorava as histórias que contavam de Jesus na escolinha das crianças.

Cresci ouvindo sobre como eles sofriam antes de conhecer Jesus, e de como Ele mudou suas vidas. Quando eu era mais nova essas histórias me fascinavam, mas depois eu entendi que tudo não passava de manipulação.

Meus pais queriam me controlar e achavam que só conseguiriam isso se colocassem em minha cabeça “que só está seguro quem faz a vontade de Deus” ou que “o Todo poderoso sabe o melhor para cada um de nós”.

Comecei a me questionar sobre a bondade de Deus, já que supostamente temos livre-arbítrio, mas só estamos protegidos do “mal” quando fazemos as coisas do jeito Dele.

–Pai, estou indo à uma festa com a Clara. – Eu demonstrava coragem e firmeza, mas por dentro estava morrendo de medo de ser barrada. 

Para minha surpresa, ele só perguntou onde seria e com quem eu ia. Respondi e dei as costas, não queria correr o risco de mais perguntas surgirem e eu acabar em uma festa no meu quarto.

Quando eu já estava na porta, meu pai me chamou:

–Filha, – virei com o tom de voz paternal que antecede a uma bronca – eu não vou poder te controlar a vida toda, você já pode fazer suas próprias escolhas, mas não esqueça que as consequências também serão suas.

Tive vontade de chorar. Naquele momento algo se rompeu entre nós. Meu pai estava me deixando viver, estava me tirando das suas asas e por alguns segundos tive medo de não saber voar.

Olhei para minha mãe, que por um milagre assistia a cena sem palpitar, e pela primeira vez vi a tristeza em seus olhos. Acredito que naquele momento ela percebeu que sua filha não era mais a garotinha que pedia a opinião dela até pra roupa que ia vestir. Deve ter se perguntado quando perdeu o controle sobre mim.

Continua….

Nota da autora: Todos têm o dirito de viverem a vida como desejam. Não condeno a Priscila por sua decisão, acho ela bem corajosa, por sinal. Mas não posso deixar de alertar que quando vivemos a vida sem pensar no amanhã, infelizmente não podemos ignorar as consequências, que na maioria das vezes não nos agradam.

Se você tem se irritado com dogmas que impõe na sua vida, clique aqui e descubra como se livrar disso.

Neste link você encontra a verdadeira liberdade.

Autor: Rayane Araujo

Era uma vez uma menina que amava ler 📚. Ela pensava que viveria sempre em mundos diferentes criados por amados autores (a). Até que a menina descobriu que ela poderia criar seu próprio mundo e ousadamente começou a escrever sua primeira história. ✨📝 A garota se chama Rayane Araujo 🙋🏻‍♀️. Hoje jornalista por escolha e escritora por vocação. Eu não tinha nenhuma pretenção de escrever um livro quando comecei Eu odeio Ele (eram apenas alguns rabiscos), mas durante a tragetória da escrita descobri que minha missão neste mundo era muito maior do que eu imaginava. Eu deveria escrever Histórias. Do fundo do meu coração eu sei que Deus colocou em mim o Seu sonho: o de mostrar a milhares de adolescentes que eles podem ter um final feliz muito além de livros. O Conto Solto é onde eu busco cumprir essa missão. Claro que não tem perfeição, mas pode ter certeza que cada linha escrita tem boa intenção. Desejo que com cada história você descubra que a felicidade pode ser encontrada depois da última página.

4 comentários em “Eu odeio Ele – Conquistei minha liberdade, e também minha sentença de morte”

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