Por que você deve ler o livro Eu odeio Ele?

Priscila Maia é uma jovem como eu e você. Uma pessoa comum, que desejava ser feliz à sua maneira, trilhar o seu próprio caminho, ter a chance de fazer suas escolhas. 

No meio dessa busca ela encontrou o que todos acham ao buscar felicidade: dor. Afinal de contas, o sofrimento faz parte do caminho. 

Se você é uma jovem que só quer ser feliz e amada, a história de Priscila, contada no livro Eu odeio Ele, é para você.

Se às vezes você sente que ninguém te ama e que não há pessoa no mundo que se importa de verdade com você, Eu odeio Ele é para você. 

Se você já fez escolhas erradas na vida e hoje vive (ou já viveu) as consequências dessas escolhas, Eu odeio é para você.

Se você já pensou que Deus não existe ou que ele é seu inimigo, Eu odeio Ele é pra você. 

Se você não se encaixa em nada do que falei, mas está lendo esse texto, Eu odeio é para você. 

Em julho haverá o lançamento do livro Eu odeio Ele, mas você já pode curtir um pouco da história aqui no blog

Ela só queria ser feliz

Felicidade, riso solto e amor. É isso o que Priscila Maia procura quando resolve sair do ninho dos pais e viver sua vida. O que ela não esperava era que nesta procura descobriria as lágrimas fáceis, a dor e a solidão.

Quem nunca desejou ser feliz ao fazer alguma escolha na vida?

Quem nunca buscou encontrar alegria no amor e paz em uma companhia agradável?

Tudo o que queremos é ser feliz e muitas vezes não pensamos no que vamos fazer para encontrar essa tal felicidade.

Ás vezes nossas escolhas podem ser fatais, como aconteceu com Priscila.

Em breve você vai conhecer mais sobre essa garota que descobriu apenas dor enquanto buscava só alegria.

A história de Priscila é contada no livro Eu odeio Ele, que será lançado ainda este ano 🙂

Mas se você já quiser conferir um pouco sobre a vida dessa garota, leia alguns capítulos aqui no blog:

Eu odeio Ele

Eu odeio Ele – Minhas escolhas, minhas consequências

Uma pessoa do passado de Priscila retorna e a faz enxergar tudo o que tem acontecido com um novo olhar.

Capítulo 33

“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência…” (Deuteronômio 30:19)

Assim que cheguei à calçada minhas pernas vacilaram, fiquei um pouco tonta e achei melhor sentar. Enquanto processava os últimos encontros cai no choro.

Como em tão pouco tempo minha vida mudou tanto? Se eu não tivesse saído de casa naquela noite teria descoberto a verdade sobre meus pais? Ou pior, será que o Miguel tinha me levado? Tantas perguntas, questionamentos e nenhuma resposta ao meu alcance. Eu não conseguia entender o porquê de tudo isso ter acontecido. Se eu não tivesse entrado naquele banheiro não tinha visto o Toddy matar o garoto e talvez a noite tivesse terminado bem.

Então, quem sabe eu ainda fosse uma pessoa feliz, nunca tivesse descoberto o peso da rejeição e em algum lugar desse mundo o Fumaça ainda estaria vivo tentando mudar de vida, ou não.

Mesmo estando com a cabeça entre as pernas meu choro começou a chamar a atenção das pessoas e uma mão tocou meu ombro.

– Moça, está tudo bem?

Levantei a cabeça para olhar quem ousara me interromper e quando vi chorei mais ainda.

– Priscila? O que aconteceu? – Ela sentou ao meu lado.

– Tantas coisas, Dani. – Daniele fazia parte do grupo de jovens da igreja dos meus pais. E mesmo eu não indo mais sempre tive muito respeito por ela. Sabe aquelas pessoas que falam o que você não quer ouvir, mas no fundo é a verdade? Então, ela é assim.

E quando percebeu que eu não estava como antes, que não queria mais aquelas coisas pra minha vida, ela disse que a vida era minha, as escolhas também, portanto as consequências não seriam de mais ninguém. Na hora eu nem liguei e confesso que durante a fuga eu não me recordei disso. Estava focada demais em culpar a Deus.

Mas naquele instante, com ela sentada ao meu lado, eu me lembrei.

– Priscila. – Sua voz era tão séria e firme, já esperei o sermão. – Independente do que seja…

– Já sei, eu escolhi assim. – Interrompi, de mal humor.

– Eu ia falar que tem jeito.

– Mas foi você mesmo que disse que as consequências eram minhas.

– Sim, mas não significa que é necessário enfrentá-las sozinhas.

– Você só está dizendo isso por que não faz ideia de tudo o que tem acontecido. – Quando falei minha intenção era que ela me mandasse contar, guardar aquilo comigo parecia que ia me destruir por dentro. Por isso, esqueci que estava em guerra com Deus e com a vida, eu só queria colocar pra fora.

– Então me conte.

E eu contei. Desde a festa até aquela calçada. Abri o jogo e ela ouviu atentamente. Em algumas partes chorei, e mesmo o olhar curioso das pessoas que passavam não me intimidou. Eu estava colocando pra fora, e pela primeira vez senti que minha alma e meu coração estavam sendo lavados de toda dor. Era como se dividir o peso deixasse tudo mais leve.

– Uau. Você é realmente mais forte do que imaginei. 

– Se eu fosse forte, não estava sentada em uma calçada, aos prantos.

– Você é sim, mas suas forças não são eternas, acho que esse foi o seu limite.  

– E eu espero que tenha sido o Dele também. – Falei olhando pro céu. 

– Priscila, Deus não fez nada disso com você. Na verdade, você está deixando passar um detalhe importantíssimo. Você errou em ter fugido? Sim. Mas Deus foi tão misericordioso que apesar dos seus erros não te deixou continuar sendo enganada, e ainda te livrou da morte.

Eu não tinha respostas pra essa observação.

– A verdade, Priscila, pode doer, mas sempre libertará. Descobrir sobre sua adoção mostra que você foi rejeitada, mas também revela que Deus cuidou de você já pequena, pois ti colocou em uma família que ti ama. Pior seria ter ido parar nas ruas como acontece com muitas crianças.

Ela tinha razão, a verdade libertava. Enxergar as coisas por aquele ângulo fazia tudo doer menos, e eu notei que, realmente, tinha mais coisas pra agradecer do que reclamar.

 – E o Fumaça? Ele morreu…

–Você pode se surpreender com a quantidade de pessoas que se arrependem antes de morrer, e acabam entregando sua vida a Jesus.

Não falei nada, apenas refletia em suas palavras. Tudo parecia fazer tanto sentido colocado daquela maneira.

– Você fugiu, Priscila, mas mesmo assim seus pais te procuraram e quando te encontram não hesitaram em ir te buscar. – Forcei minha mente a acompanhar aonde ela queria chegar. – Com Deus não está sendo diferente. Ele continua te procurando, você só precisa parar de se esconder.

Aquilo bagunçou minha mente. Eu não estava me escondendo Dele e nem fazia questão disso, só queria que Ele explicasse o porquê de tanta perseguição comigo.

– Ninguém nasce pra sofrer, Pri, as pessoas que acabam indo atrás do sofrimento quando resolvem viver longe do Único que pode trazer felicidade.

– Mas por que Ele tinha que ser o dono na minha alegria? Eu queria ser livre.

– A liberdade é maravilhosa, aparentemente e vem acompanhada de um preso alto. Deus não quer prender ninguém, a prova disso é que temos o livre e arbítrio, mas Ele sabe que sem Sua proteção ficamos vulneráveis as maldades da vida.

Eu ia falar alguma coisa, porém quando abri a boca, não consegui. De repente tudo pareceu está girando e mesmo sentido minhas pernas vacilarem tentei falar que tinha alguma coisa acontecendo comigo, mas não dava, o ar me faltou e antes que eu pudesse pedir socorro tudo ficou escuro.

Continua…